segunda-feira, 13 de julho de 2009

sentidos


O que eu sou não lhe importa. É o que eu quero que te intriga. São minhas palavras de ação, são meus poros abertos, é meu cabelo molhado e meu jeito de sapeca.
O que eu penso não importa. Já passam as horas faz tempo. O relógio não bate mais, o quadro já não apaga e a goteira pinga sem parar. É hora de agir.
O que eu respiro já não importa mais. São as coisas que escrevo, sem nexo, sem sentido, sem dor. Minhas palavras não merecem atenção. São jogadas, são lavadas, são deixadas. Todas em vão.

O que eu sou importa muito. Meu tamanho, minha pequenez, minha saúde, meu vocabulário. Não te xingo, não te chamo, não choro por ti. Não te preciso, não questiono, não me zango.
O que eu quero importa demais. Minhas escolhas, minha forma de agir, minha forma de sentir, de expressar, de chorar, de sorrir.
Meu perfume, minha presença, minha voz, meus delírios, meus sonhos, meu mundo.
O que eu sinto faz sentido pra você. (ponto)

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