Pouco sei sobre essa sensação que tenho a cada dois, três anos, sempre na véspera do meu aniversário. Neste ano, estou sentindo a mesma coisa. Parece que recebo, de uma só vez, vários parentes e amigos que moram longe e vêm me visitar em casa. Eles trazem presentes e não são poucos, são muitos. E eu me sinto feliz pela visita, grata pelos presentes, amada, querida, especial e, também, já saudosa, antecipando a partida da turma toda.
Tem cheiro de coisa nova na minha vida. Tem cheiro de mar, de mata, de terra e de um perfume que eu ainda não conhecia. Recebi reforço na minha estrutura, recauchutaram meus mecanismos, refrigeraram minha alma. Tem coisa boa por aí e usar as palavras é como tentar segurar um olhar com as mãos, é perder o momento mágico tentando explicar coisas inexplicáveis.
No dia 12 de setembro faço trinta e sete anos. Não sou nova, nem velha. Não sou responsável por ninguém além de mim mesma e da minha felicidade. Quero ser boa companhia para quem estiver do meu lado, companheira, amiga e amante. Faço questão de estar feliz mas desde que isso não seja a custa de outros. Sinto-me tão merecedora, próspera e agraciada como todos os outros seres humanos também merecedores, prósperos e agraciados.
Eu não estou chegando aos trinta e sete. Eu estou correndo para chegar lá e mais além com lucidez, jovialidade, ternura, sabedoria e amor.
Confio no fluxo da vida e a vida, meu amigo, posso dizer que é generosa comigo. Ela me apresenta para relacionamentos saudáveis, amorosos e criativos, trabalhos prazerosos, rentáveis e gratificantes, oportunidades valiosas, saúde harmônica, possibilidades infinitas de crescimento, amadurecimento com amor, realizações de sonhos, desejos e muita criatividade. Sou grata por estar aqui e agora!