quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Estou aqui de passagem



(o texto não é meu, é do Paulo Coelho)


Um executivo da NY Telephone me conta um curioso encontro que teve - e que mudou muito sua maneira de pensar. Acostumado a viajar o mundo inteiro, chegou certa tarde ao Cairo, e resolveu encontrar-se com um famoso rabino que vivia por lá.


O rabino recebeu-o da melhor maneira possível, e passaram a tarde inteira conversando sobre os desígnios de Deus. Pouco antes de despedir-se, o executivo comentou com o rabino que ficara muito impressionado com a simplicidade da sua casa; apenas uma mesa com duas cadeiras, e uma cama.


“E o que você tem aqui?”, perguntou o rabino.


“Tenho apenas uma mala, mas – afinal de contas, estou aqui de passagem”, respondeu o executivo.


“Eu também”, disse o rabino. “Eu também estou aqui de passagem”.


terça-feira, 15 de setembro de 2009

meu bilhete

Eu cheguei aqui e não sei qual foi o meio de transporte. Sei que vim, cheguei.
Sei, também, que a passagem de ida foi emitida junto com a de volta. Ou fui eu mesma que não quis ver a data, ou esconderam o bilhete de mim. Sempre dá um frio na barriga quando penso nisso, mas é mais pelo apego às pessoas, situações, lugares, comodismo pra não mudar de rota, do que de curiosidade e, porque não, de entusiasmo e animação?
Me pergunto quando será que vão me ligar e dizer: "não arrume nada, deixe tudo ai, é hoje!". Não sei para onde vou, de que jeito, com quem e nem quem irá me esperar na chegada. Sei que vou, assim como você e todos que conhecemos.
Nesse tempo de experiência por este mundo, às vezes perco meu foco e desperdiço meu tempo com coisas inúteis. Me preocupo com a moda, com coisas do momento, com aquisições, com os desprazeres da vida e me deixo levar pela maré do pessimismo.
Não é isso que importa. Quando eu reunir a turma de novo, vou contar animada sobre as pessoas que conheci e que tocaram meu coração, vou contar como vi o mundo, como me senti, vou relatar sobre os reencontros, os aprendizados, as sintonias, os lugares que conheci, as inovações, os momentos felizes.
Tem um trecho do livro "A Divina Sabedoria dos Mestres", do Dr. Brian Weiss, que diz:

"Pergunte a si mesmo por que tem tanto medo? Porque tem medo de assumir riscos razoáveis? Teme por sua reputação, pelo que os outros vão pensar?

Faça a si mesmo estas perguntas:

- O que posso perder?

- O que pode acontecer de pior?

- Sinto-em contente com a possibilidade de viver o resto da minha vida deste modo?

- Se a morte é uma realidade inevitável, isso será tão arriscado?"

Penso assim hoje: "Se eu comprei o bilhete pra vir pra cá (e eu confio nas minhas escolhas), então eu estou no lugar certo e na hora certa. Vou aproveitar antes que a viagem termine."

Carpe diem!

=)

quem questiona, busca

Ela dizia que somente aos 11 anos de idade é que teve consciência de quem era, onde estava e qual era o mundo em que vivia. Antes disso, vivia alienada e voltada somente para si.
Com 12 anos, questiona o que havia além do céu azul, o porquê dos desenhos das nuvens e quantas pessoas estavam olhando para aquela mesma estrela no tardar da noite.
Ela sabia que tinha chegado neste mundo de alguma forma e por alguma razão. Os questionamentos, na verdade, não levavam a lugar algum. Ninguem sabia a resposta. Com os anos, foi procurando controlar sua mente questionadora, investigadora e, ao mesmo tempo, desejava que ela parasse por uns minutos. Mas, como parar de pensar se quando ela pensava em não pensar, já estava pensando? Grande dilema.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

porque escrevo

(copiei do blog da Danie)

''Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto.'' - Fernando Pessoa