Enquanto dormíamos, a chuva foi chegando de mansinho nesta madrugada de outubro. Ela não veio acompanhada de trovões, relâmpagos e ventanias fortes. Procurou ser mansa, constante e refrescante. Parece que sabia o quanto foi esperada e prezou pelo precioso silêncio das águas calmas, sem alardes, pra não assustar a ninguém.
E assim chegam os amores: envolventes, serenos, constantes, necessários, presentes. Diferente das paixões, com suas ventanias fortes, trovões, espanto, encanto. (...) São intensas, fortes e passageiras, infelizmente.
Que o amor chegue nesse tom da chuva do começo de outubro.

Perfeito... O amor é bem assim!
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