No silêncio da noite escuto seus sussurros que me convidam pra voltar. São palavras repetidas em um tom de voz que desconheço. Tem um mescla de ternura, esperança e paixão. Elas falam de coisas velhas misturadas com assuntos que surgem, em vão.
Reconheço seus passos se eu parar e observar por onde entra a luz do sol. Vejo, pelo espaço entre a cortina e a janela, sua caminhada reta e sem direção.
Retorno ao meu encosto, livre da responsabilidade pela vida do outro. Apesar de ser dura, a verdade é uma só: aqui se planta, aqui se colhe. Por isso, colho minha solidão.
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