terça-feira, 15 de setembro de 2009

meu bilhete

Eu cheguei aqui e não sei qual foi o meio de transporte. Sei que vim, cheguei.
Sei, também, que a passagem de ida foi emitida junto com a de volta. Ou fui eu mesma que não quis ver a data, ou esconderam o bilhete de mim. Sempre dá um frio na barriga quando penso nisso, mas é mais pelo apego às pessoas, situações, lugares, comodismo pra não mudar de rota, do que de curiosidade e, porque não, de entusiasmo e animação?
Me pergunto quando será que vão me ligar e dizer: "não arrume nada, deixe tudo ai, é hoje!". Não sei para onde vou, de que jeito, com quem e nem quem irá me esperar na chegada. Sei que vou, assim como você e todos que conhecemos.
Nesse tempo de experiência por este mundo, às vezes perco meu foco e desperdiço meu tempo com coisas inúteis. Me preocupo com a moda, com coisas do momento, com aquisições, com os desprazeres da vida e me deixo levar pela maré do pessimismo.
Não é isso que importa. Quando eu reunir a turma de novo, vou contar animada sobre as pessoas que conheci e que tocaram meu coração, vou contar como vi o mundo, como me senti, vou relatar sobre os reencontros, os aprendizados, as sintonias, os lugares que conheci, as inovações, os momentos felizes.
Tem um trecho do livro "A Divina Sabedoria dos Mestres", do Dr. Brian Weiss, que diz:

"Pergunte a si mesmo por que tem tanto medo? Porque tem medo de assumir riscos razoáveis? Teme por sua reputação, pelo que os outros vão pensar?

Faça a si mesmo estas perguntas:

- O que posso perder?

- O que pode acontecer de pior?

- Sinto-em contente com a possibilidade de viver o resto da minha vida deste modo?

- Se a morte é uma realidade inevitável, isso será tão arriscado?"

Penso assim hoje: "Se eu comprei o bilhete pra vir pra cá (e eu confio nas minhas escolhas), então eu estou no lugar certo e na hora certa. Vou aproveitar antes que a viagem termine."

Carpe diem!

=)

Nenhum comentário:

Postar um comentário