No final da palestra de hoje, não sei porquê, a mulher resolveu falar sobre mudança como se fosse o tema mais apropriado para fechar um assunto tão burocrático sobre aplicação de leis e regulamentos. "Tudo bem", pensei. Afinal de contas, com 40 graus lá fora, às 3 horas da tarde, de uma quinta-feira, nada melhor que ouvir sobre mudanças.
E foi aquela coisa de sempre: nós temos que fazer mudanças na nossa sociedade, no meio em que vivemos, em nossas vidas, bla, bla, bla...
Pra finalizar, ela apertou a tecla play no seu notebook e disse toda sorrisos que iria mostrar um vídeo para nós.
Foi aí que o negócio me pegou de vez. Era um vídeo com imagem e som e a voz deslizada palavra por palavra de um poema de Clarice Lispector que, para mim, começou parecer um mantra que dizia o tempo todo: "mude, mude, mude agora, mude já, mude a cor do cabelo, mude de amor, de posição, de marca de sabonete, de lado. Mude suas roupas, mude de emprego, de cidade. Mude. Mude. Mude."
Sim, eu quero mudar. Mudei de cabelo ontem a noite porque não aguentei esperar por hoje. Mudei os móveis de lugar no final de semana porque é preciso dar graça pro lugar onde a gente vive. Mudei algumas posturas, simplifiquei dilemas, exercitei minha auto estima, me valorizei mais.
Mas, calma ai. Me sinto tensa. Dói meu maxilar, mordo os dentes. Estou eufórica com a vida porque ela pode ser nova, mas isso me causa tensão. Mudar não é fácil! Eu quero, muito, mas não acho fácil soltar a mão.
Acho que é por isso que não penso mais antes de dormir, não sofro, não lamento e não choro pelas situações que não são como eu gostaria. Mudei isso. Agora deixo fluir.
Mudar de atitude traz uma série de novas situações que eu nem posso pensar agora pra não paralisar de medo. O novo me encanta e fascina. Mas eu não posso pensar muito nisso, conjecturar, vislumbrar quadros prontos.
Só uma coisa me norteia nesse processo de mudança que Clarice L. me impulsionou: hoje eu só aceito na minha vida aquilo que me faz feliz. Esse é meu sinalizador.
Salve o mês de agosto!
Mudanca...palavra assustadora a nos humanos, que vivemos comodados, com medo do novo, com medo de aceitar que ele e nescessario...
ResponderExcluiragora que escrevo estou conversando com uma amiga contando a ela que comecei a namorar de novo, e disse a seguinte frase''agora nao...to mais animado...todo mundo ta falando que ja viu a diferenca...e so faz uma semana''
disse bem mas coisas...comparacao ao passafo e etc...
e disse que no passado sentia um vazio que esta completo agora...nao sei se para sempre...mas no momento esta...
resumindo...tive de mudar...coisa da qual tinha medo, mudei meu estilo de vida diminui o alcool a velocidade e ate estou com mais fe, quase capotei o carro 3 vezes no ultimo mes e tive um tombo feio de moto...
fiz mudancas nescessarias para continuar vivo e de brinde recebi uma pessoa que me completa...estou tentando mudar minha forma de pensar por ela...coisa que sempre faco e me arrependo...mas decidir continuar pois e uma mudanca desnecessaria, tenho querendo ou nao que aceitar as pessoas como elas sao...e as encaixar a mim, para suprir minha nescessidade
esta minha amiga disse uma coisa interessante
''o amor cura tudo!
e isso é verdade
a vida tem mais cor quando a gente esta amando''
nao sei se ja estou amando ou apenas apaixonado...apenas sei que estou mudando, mudando e aceitando as mudancas para ser feliz...e continuar vivo.